sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Na Tela: Interestelar

Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand , Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

Avaliação: ☻☻☻☻☺(4/5)               2h49min            Chritopher Nolan

Uma das primeiras coisas que você deve saber sobre o meu gosto cinematografia é que eu simplesmente venero Christopher Nolan, para mim ele é um dos maiores gênios de Hollywood desde sempre. O diferencial dos seu filmes está em eles nos fazer pensar, em vez de dar a informação já mastigada em nossa boca.

Em Interestelar uma praga atingiu as plantações, somente o milho ainda sobrevive a ela e não deve demorar muito para que ele seja atingido, já que a praga não pode ser controlada. A unica alternativa que sobra a humanidade é tentar achar algum outro planeta para habitar antes que toda a comida acabe, e cabe ao ex-piloto Cooper liderar essa missão, assim deixando os seus dois filhos para trás somente com a promessa de que um dia ele voltaria.


Eu ainda não consigo acreditar que a atriz que faz a Murph é a mesma que fez a Renesmee de Amanhecer, a diferença na atuação é palpável, apesar da Mackenzie Foy continuar com a mesma cara fofa. Também surpreendeu o quanto a atriz que faz a Murph adulta (Jessica Chastain) se parece com a Mackenzie em alguns momentos.

Em seus filmes o Christopher Nolan sempre tenta ser o mais próximo da realidade possível, mesmo com o roteiro sendo ficção cientifica ele da explicações verdadeiras e possíveis para o que está acontecendo, e nesse filme a explicação é a astrofísica. Apesar de ser uma das ramificações mais interessantes da física, a Astrofísica não é estudada nas salas de aula do ensino médio e o máximo que temos dela durante a vida escolar são vislumbres dados pelos professores de Física quando fazem algum comentário sobre ela, e mesmo assim já é o suficiente para confundir a nossa cabeça. Buracos negros, buracos de minhoca, dimensões paralelas, e relatividade do tempo são alguns dos conceitos da Astrofísica que vemos nesse filme, e, como eu já disse antes, o diretor não dá a informação mastigada na nossa boca, ele nos explica o que é aquilo e faz o nosso cérebro trabalhar até entender o que estamos vendo na tela.

Apesar de possuir um roteiro bem estruturado, concreto e sem deslizes ou furos aparentes (pelo menos para
mim, uma leiga em astrofísica), o filme acaba se enrolando de mais para começar realmente. O espectador espera cerca de uma hora só para a premissa do filmes (o que está na sinopse) acontecer, apesar de se perceber que é necessário tudo o que acontece nessa uma hora, ocorre a impressão de que poderia haver mais cortes na edição final. Por esse inicio demorado demais, é capaz do filme ser chamado de chato por algumas pessoas.

O "selo Friboi" do filmes para mim é quando está escrito Christopher Nolan no lugar de diretor e roteirista, porque esse cara é o cara, sem mais, ele consegue te fazer passar por todas as emoções existentes enquanto você assiste os seus filmes, porque existe de tudo um pouco neles. Os melhores finais de filmes também são dele, se você quiser ver um filme com o final - desculpem a expressão - lacrador, veja algum filme desse cara, ele pode até não te dar exatamente o que você quer no final,  mas ele vai te dar algo de que você não poderá reclamar. Em Interestelar mesmo ele me deu o final que eu queria de um jeito diferente que me deu um nó na garganta, e mesmo assim eu não posso reclamar porque foi incrível.




P.S.: Eu sei que está parecendo que eu só dou 4 carinhas para os filmes, mas eu juro que é só coincidência. Esse filme receberia as 5 se não fosse o começo lento, e receberia 4,5 se existisse.

- Kah

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